Rastreabilidade, produção e consumo de hortifrutigranjeiros

Rastreabilidade, produção e consumo de hortifrutigranjeiros

 

A alimentação saudável é uma das grandes pautas do momento, junto com isso cresce o interesse dos consumidores ao redor do que está sendo ingerido, tornando-os cada vez mais exigentes. Dessa forma, produtos que contenham mais informações nos rótulos têm sido a opção. Saber a origem e como foi a produção do alimento concede maior confiabilidade ao consumidor, isso é possível através da RASTREABILIDADE, pois consegue-se mapear o caminho percorrido pelo alimento. A garantia de origem por meio da rastreabilidade existe para garantir ao consumidor um produto seguro e saudável, através do controle de todas as fases de produção.

A Instrução Normativa Conjunta n° 02, de 07 de fevereiro de 2018, estabelece procedimentos para o controle de resíduos de agrotóxicos na cadeia produtiva de Frutas, Legumes e Verduras (FLV) destinados à alimentação humana. Elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a norma estabelece a obrigatoriedade de que todas as frutas e hortaliças deverão fornecer informações padronizadas capazes de identificar o produtor ou responsável, no próprio produto ou nos envoltórios (caixas, sacarias e outras embalagens) e é válida para todo o território nacional. Com a implantação da rastreabilidade, cada produto precisará conter um identificador único e explícito, pelo qual seja possível conhecer sua origem, manejo e deslocamento ao longo de toda a cadeia produtiva, assim os consumidores terão segurança ao adquirir seus alimentos.

No Brasil, são produzidas uma grande variedade de frutas, legumes e verduras, vindas de todas as regiões do país, incrementando ainda mais oportunidades para pequenos negócios. Nosso país ocupa a terceira colocação no ranking da produção mundial de frutas, sendo o responsável por 4,8% do volume colhido, com uma produção de 40,2 milhões de toneladas. Assim, abrange 2,6 milhões de hectares e gera 6,0 milhões de empregos diretos, conforme dados do IBGE. As colheitas mais significativas são de laranja, banana, abacaxi, melancia, castanha-de-cajú e mamão.

De acordo com o anuário brasileiro da fruticultura 2017, no Brasil a principal fruta produzida é a laranja com um volume de 16,7 milhões de toneladas saídas dos pomares no ano de 2015, e responde por 40,9% das colheitas totais da Fruticultura. O estado de São Paulo é o principal produtor, com 12,3 milhões de toneladas, cuja participação representa 73,3% do volume.

No Rio Grande do Sul a produção de hortifrutigranjeiros tem ganhado grande expressão econômica. O diferencial se dá pela qualidade de produção em épocas de entressafra, possibilitando a comercialização por preços mais vantajosos ao produtor. Os diferentes tipos de relevo e solos somadas às condições climáticas diferenciadas favorecem a diversificação de espécies cultivadas no Estado, garantindo renda ao longo de todos os meses do ano.

A fruticultura gaúcha se destaca nacionalmente! Segundo o anuário Brasileiro da fruticultura (2017), em 2015 a produção de uva foi de 876 mil toneladas, 598 mil toneladas de maçã, 364 mil toneladas de melancia e 356 mil toneladas de laranja.

A atividade olerícola, por sua vez, é extremamente dinâmica e requer muita atenção de parte dos produtores, já que as novidades e as exigências de mercado estão altamente competitivas. Contudo, também está ganhando espaço econômico no cenário agrícola gaúcho. A seguir, acompanhe uma tabela demonstrativa sobre diferentes dados de produção, a quantidade de produtores, e áreas cultivadas:

Levantamento da Produção Olerícola do RS

Tipos de cultivo

Área total (ha)

Produção (ton)

Produtores

Protegido

1.983

39.694

5.236

Não protegido

91.335

1.922.435

62.877

Fonte:EMATER/RS-Ascar - junho 2016

No entanto o Rio Grande do Sul depende de importações de vários produtos de outras unidades da federação e de outros países, embora sua produção seja expressiva. Este setor tem ainda muito a crescer em função da demanda exigida pela sociedade.

 

No Médio Alto Uruguai

Na região do Médio Alto Uruguai do RS, alguns municípios estão fomentando o cultivo de melancia como forma de incrementar a renda dos agricultores, ampliando a produção média do estado, que nos últimos anos é 405 mil toneladas.

Conforme dados dos escritórios municipais da Emater-Ascar nos municípios de Alpestre, Ametista do Sul, Liberato Salzano e Planalto, somam 1.460 famílias com o total de 3.250 hectares voltados ao cultivo de laranja e 560 famílias produzindo a cultura da uva em 970 hectares. No cultivo de figo, 121 famílias do município de Planalto destacam-se ao produzir 210 hectares da cultura. Tais atividades exemplificam que a produção da fruticultura desenvolvida na região é feita por agricultores familiares.

A região é destaque na produção de frutas, legumes e verduras com empenho e especialização por parte dos produtores, a produção vem crescendo e tornando-se protagonista na renda do produtor, ganhando espaço no cenário da hortifruticultura gaúcha.

Os alimentos produzidos oferecem ao mercado um mix de produtos, para atender consumidores exigentes, os quais procuram por uma alimentação cada vez mais saudável e buscam, além de alimentos frescos, ampla variedade de cores e sabores.

O agricultor, ao colocar seus produtos no mercado com o selo de garantia de origem, tem inúmeras vantagens, pois o consumidor tende a dar preferência a produtos com procedência garantida, estabelecendo uma relação confiável, assegurando a qualidade do produto, segurança alimentar e preservação ambiental. Através do código de identificação elimina a incerteza sobre a origem e a qualidade dos produtos, oferecendo aos consumidores informações objetivas, que são decisivas no momento da compra.

Saiba mais em https://alimentodeorigem.com.br se vai para o site, cortar essa parte)

 

Alisson Tonin

Tecnico Agrícola (Formado pela Escola Estadual Técnica Guaramano)

Jaciara Vidor Dezordi

Graduanda do Curso de Agronomia pela Universidade Feral de Santa Maria - campus Frederico Westphalen

Sabrine Dellarmelin 

Engenheira Agrônoma (Formada pela Universidade Feral de Santa Maria - campus Frederico Westphalen)

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